Cia Biruta de Teatro


Nascida em maio de 2008, a Cia Biruta de Teatro tem atuado no sertão de Pernambuco, especificamente na cidade de Petrolina, optando por aliar a produção teatral com ações de formação artística de jovens da periferia, de que é resultado a criação do Núcleo Biruta de Teatro, desde 2012. A partir de 2014 ocupa o espaço cultural CEU das Águas, realizando sistematicamente formações e apresentações artísticas para a comunidade do entorno. Na concepção de seus espetáculos, a Cia Biruta têm procurado dialogar com as questões sociais do Brasil contemporâneo, apostando na pesquisa antropológica dos processos e práticas populares de cultura e resistência das margens do rio São Francisco, e no intercâmbio criativo com experiências e grupos de teatro locais, nacionais e internacionais.
Somos um grupo de teatro formado há 18 anos por atrizes/atores e produtores/as de Petrolina-PE. Sediado às margens do rio São Francisco, nos identificamos enquanto aprendizes e artífices do fazer teatral com a pesquisa na corporeidade do ator e da atriz e dos elementos que o/a circundam como metáforas na cena.
Nos últimos anos, nossa pesquisa corporal e estética tem sido fundamentada em referenciais das culturas populares ribeirinhas, a fim de realizar conexões e processos dialéticos entre a contemporaneidade e essas tradições para elaboração do seu jogo cênico.
É um trabalho contínuo e de relevante destaque no sertão na área de produção cultural, pois temos no histórico trabalhos que têm contribuído significativamente para construção da cena teatral na região e no estado.


Pesquisa
Desenvolvimento de pesquisas para melhor compreensão e aprofundamento do seu fazer teatral, tendo como base as práticas populares ribeirinhas, a antropologia teatral e o pensamento e prática decoloniais.




Formação
Promoção de oficinas, cursos e intercâmbio cultural para profissionalização e experimentação cênica de artistas e jovens, principalmente das periferias, visando a troca de saberes e experiências.
Produção
Montagem de espetáculos e realização de mostras e apresentações teatrais, a fim de proporcionar a sustentabilidade do grupo e contribuir para o crescimento da economia criativa da comunidade a qual pertence.



Cristiane Crispim
Atriz, diretora, produtora e cofundadora da Cia Biruta de Teatro, em Petrolina, grupo gerado em 2008. Foi coordenadora e atriz-pesquisadora no experimento cênico da pesquisa Cenas Ribeirinhas (2016). Atuou nos espetáculos “Processo Medusa” (2017), como atriz e uma das colaboradoras na dramaturgia; “Corpo Fechado” (2019) como codiretora; “Notícias do Dilúvio – Um canto a Canudos” (2023) e “História Lacrimogênica de Cordel (ou ‘A Hora da Estrela’)” (2023) como atriz e coprodutora. Autora dos livros “Mitos, ritos e tipos no processo de criação em máscara” (2020) e “Corpo em Redemoinho” (2024). Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - DCH Campus III, Juazeiro-BA. Especialista em Dança Educacional e Artes Cênicas pela CENSUPEG. Graduada nos cursos de licenciatura em Artes Visuais (UNIVASF) e em Letras Português-Inglês (UPE). Professora no Curso de Licenciatura em Teatro (UNEB - Senhor do Bonfim-BA).





Antonio Veronaldo
Diretor, ator, produtor e cofundador da Cia Biruta de Teatro. Atua também como diretor artístico das ações formativas do Núcleo Biruta de Teatro no qual foi responsável por ministrar oficinas, orientar e encenar “Corpo Fechado” (2019) e “Processo Medusa” (2017), dentre outros trabalhos. Nos últimos anos desenvolveu a pesquisa, “Cenas Ribeirinhas” (2014-2016); produziu o projeto de formação e intercâmbio “Pontes Flutuantes” (2017 e 2019) e dirigiu os espetáculos “Chico e Flor contra os monstros na Ilha do Fogo” (2015), trabalhos no universo da contação de histórias, dentre eles a web-série “Contanto o Rio Opará – Histórias para navegar” (2021); o espetáculo "Notícias do Dilúvio - Um canto a Canudos" (2023) e o espetáculo “História Lacrimogênica de Cordel (ou ‘A Hora da Estrela’)” (2023).





Camila Rodrigues
Atriz-pesquisadora e produtora cultural na Cia Biruta de Teatro desde 2017. Esteve no elenco e na coordenação de temporadas e itinerância do espetáculo "Processo Medusa”. Coordenou o “Núcleo Biruta de Teatro” (2022-2025), a “oficina de Palhaçada para Criação Cênica” (2021), a "Mostra Biruta 14 anos - Resistências Artísticas no Semiárido Pernambucano" (2022) e a “Mostra Biruta 16 anos - Coletividades Teatrais no Interior de Pernambuco” (2024). É atriz e coprodutora de "Notícias do Dilúvio - Um canto a Canudos", espetáculo que integrou a mostra "Encruzilhada Nordeste(s): (contra)narrativas poéticas", do projeto “Cena Agora” (Itaú Cultural - 2021), bem como do espetáculo infantil “Chico e Flor contra os Monstros da Ilha do Fogo (2023-2025). É assistente de direção e executa a sonoplastia do espetáculo “História Lacrimogênica de Cordel (ou ‘A Hora da Estrela’)” (2023), tendo realizado também a função de produtora executiva da temporada de estreia.





Leticia Rodrigues
Graduanda em Artes Visuais pela UNIVASF, é produtora cultural e faz parte da Cia Biruta de Teatro atuando como atriz, figurinista, sonoplasta e assistente de produção em seus espetáculos como "Contando o Rio Opera – Histórias para Navegar", "Processo Medusa", "Corpo Fechado", “Notícias do Dilúvio - um canto a Canudos”, “História Lacrimogênica de Cordel (ou ‘A Hora da Estrela’)”, participou, junto a Cia Biruta, de festivais relevantes para cena artística pernambucana, como o “Janeiro de Grandes Espetáculos”. Atuou como codiretora de arte e figurinista no filme "CHICO E FLOR: A LENDA DO RIO OPARÁ" (2021). É idealizadora do Quilombo Urbano, onde trabalha na produção de cadernos artesanais, dentre outros produtos artísticos, realizando oficinas de encadernação. Em parceria com a Cia Biruta, pode realizar a mostra de artes, "Mostra de Arte Novembro Negro, liberdade é não ter medo de brilhar" em 2019.

















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